Olá a todos!
Quantos de nós, quando nos apercebermos de alguma asneira cometida por outro condutor, queremos
ser os primeiros a chamar a atenção para o que esse condutor acaba de fazer?
Assalta-nos logo uma vontade de mandar parar o infractor e dar-lhe, ali mesmo,uma lição de boas
práticas de condução.
Então não vê o que está a fazer? - Apetece-nos dizer.
Buzinamos, gesticulamos, às vezes até sai um palavrão.
Umas vezes há resposta, outras não.
Na maioria das vezes, cada um segue viagem e tudo volta à normalidade.
Mais à frente, por um momento, reflectimos no que fizemos e, dependendo da situação com que
nos deparamos há pouco, ficamos a pensar nas consequências do que podia ter acontecido, ou
pura e simplesmente já nos esquecemos.
Este tipo de reação acontece com frequência nos povos de origem latina, que têm
temperamentos de fácil efervescência, mas que com a rapidez que surgem, também
desaparecem rapidamente.
Mas nem sempre a situação acaba bem. Há situações em que, após uma primeira abordagem,
os condutores envolvem-se em acesa discussão, que pode acabar em actos de violência e
agressão mais do que verbal, física.
Há relatos de situações, que felizmente são raros, em que
as pessoas envolvidas em situações complicadas de trânsito se ferem e até casos, ainda que
raríssimos, que culminam em homicídio.
Ora, não faz sentido que uma vez que se sobrevive a uma situação de incidente ou acidente
rodoviário, se vá entrar em violência e discussões que possam provocar danos físicos, quando a
situação em si não os causou.
Há que encarar estas situações de conflito com ponderação e educação cívica, pensando
sempre numa máxima:
• Se não tens educação, não vai ser o trânsito que te vai educar!
Posso afirmar com convicção que, se cultivássemos a educação cívica desde cedo, essa medida
resolveria muitos problemas da nossa sociedade, inclusive os da sinistralidade rodoviária,
portanto, sejamos tolerantes uns com os outros, assumindo as nossas falhas, os nossos erros.
A segurança rodoviária começa em nós!
Façam boas viagens!
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