domingo, 24 de julho de 2011

CEGUEIRA

Dizem que havia um cego sentado na calçada em Paris, com um boné a
seus pés um pedaço de madeira que, escrito com giz branco, dizia:


"Por favor,ajude-me, sou cego".


Um publicitário, da área de criatividade, que passava em frente a ele,
parou e viu poucas de moedas no boné. Sem pedir licença, pegou no
cartaz, virou-o, pegou no giz e escreveu outro anúncio.

Voltou a colocar o pedaço de madeira aos pés do cego e foi-se embora.

Pela tarde, o publicitário voltou a passar em frente ao cego que pedia
esmola.

Agora, o seu boné estava cheio de notas e moedas.

O cego reconheceu as pisadas e perguntou-lhe se havia sido ele quem
reescreveu seu cartaz, sobretudo querendo saber o que havia escrito ali.

O publicitário respondeu: "Nada que não esteja de acordo com o seu
anúncio, mas com outras palavras". Sorriu e continuou seu caminho.

O cego nunca soube, mas o seu novo cartaz dizia:

"Hoje é Primavera em Paris, e eu não posso vê-la".

Mudar a estratégia quando nada nos acontece... pode trazer novas
perspectivas.

Precisamos sempre de escolher a forma certa de comunicarmos com as pessoas.

Não adianta simplesmente falarmos; antes, precisamos conhecer a melhor
mensagem para tocarmos, sensibilizarmos e convencermos as pessoas.

Nunca se esqueçam que...

"A VIDA É UMA PEÇA DE TEATRO QUE NÃO PERMITE ENSAIOS.
POR ISSO, CANTEM, CHOREM, DANCEM, RIAM E VIVAM INTENSAMENTE
ANTES QUE A CORTINA SE FECHE E A PEÇA TERMINE SEM APLAUSOS."
(Charlie Chaplin)


José Bernardino

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Salve-se quem puder!

O dia-a-dia é composto de actos rotineiros e banais, que sustentam a nossa relação social, e quando os mudamos provoca em nós uma sensação diferente: melhor para uns, pior para outros, mas nunca indiferente.

Essa indiferença provém da rotina. Já nos habituamos a infringir as Regras da Circulação Rodoviária, portanto, a transgredir. Quando nos tornamos cumpridores, estranhamos porque estamos a ter um comportamento diferente.

Pode parecer uma tolice, afirmar o que atrás descrevi.
Actualmente quem cumpre o Código da Estrada ou é tolo, inexperiente ou prepara-se para o Exame de Condução. No Exame, quem cumpre aprova, quem não cumpre reprova. Mas aí para a quarta ou quinta vez acaba por ver os seus intentos conseguidos, mas foi aprendendo com os seus erros, aqueles que cometeu em exame, que o levaram a reprovar até atingir enfim o almejado título.

Esta constatação não é nenhum acto de contrição, é a realidade. São poucos os que uma vez obtida a aprovação nas provas teóricas, resolvem desistir de obter a Carta de Condução, e para os que não a conseguem, há sempre a hipótese dos “carros sem carta”, alguns deles vistos já a circular em Auto-Estradas e em Vias Equiparadas.
Quantos serão os que uma vez não tendo obtido aproveitamento, desistem e “abandonam” o desejo de serem condutores?

Não podemos também esquecer aqueles que também por outros motivos, optam por conduzir sem estarem “Legalmente Habilitados” para conduzir Automóveis ou Motociclos.
Neste campo do ensino, há pouco abandono escolar, e quando há começa a surgir mais uma causa: falta de dinheiro para investir nessa formação.

Feita esta exposição e análise, resta elaborar a síntese, a causa de toda esta problemática: o sistema.
O sistema para obtenção da Carta de Condução em Portugal actualmente é este: existe legislação recente e rigorosa, as fiscalizações são constantes, as avaliações minuciosas. Depois de obtida a Carta de Condução, salve-se quem puder.

País - Já há um Centro de Formação de Motoristas de pesados - RTP Noticias, Vídeo

Centro de Formação de Motoristas de pesados - RTP Noticias, Vídeo

Notícia sobre a inauguração do Centro de Formação da ANTROP, com simulador de alta qualidade!

Público vs Privado

O sector dos Exames de Condução tem vindo a sofrer alterações sucessivas mas tarda em encontrar uma solução estável e de compromisso entre os actores diferentes deste Sistema:


Escolas de Condução
Instrutores
Directores
Proprietários de Escolas de Condução
Candidatos
Centros de Exames
Proprietários de Centros de Exames
Examinadores
Cidadãos (condutores ou não)
Estado

O País não pode continuar a ter no mesmo sector a coexistência concorrencial do Estado e dos Privados.

Basta!

Há que decidir de uma vez por todas:

Ou pretendemos que haja qualidade nos Exames de Condução, realizados por profissionais competentes e com formação profissional adequada, e então prevalecerão os privados extinguindo-se os exames de Condução no Estado (IMTT), ou então o Estado tomará conta dos Exames de Condução e terá de formar Examinadores competentes ou admitir os que possuem já essa Formação.

Chega de obrigar os Portugueses a investirem na sua Formação Profissional e depois vermos o Estado a colocar pessoas a realizar Exames de Condução, sem ter aferido a sua competência e Formação Profissional, nos seus Centros de Exames.

Chega de concorrência desleal entre os Centros de Exames do Estado e Centros de Exames dos Privados!


Decidam e decidam-se!

Vamos MUDAR PORTUGAL!

Bom trabalho!


José Bernardino