quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Crónica de Segurança Rodoviária - 3

Olá a todos!
Cada um de nós, durante o tempo em que utiliza a estrada, passa muitas vezes pelas diferentes
funções de utente da mesma, ao longo do dia.
Ora somos condutores, quando saímos de casa de manhã para nos deslocarmos até ao
emprego e utilizamos a nossa viatura particular, ora somos passageiros se utilizamos os
transportes colectivos, ou então somos peões, a partir do momento em que deixamos a viatura
estacionada no parqueamento ou saímos do autocarro na paragem e nos dirigimos a pé até ao
local de trabalho.
Em todas essas funções (condutor, passageiro ou peão) há responsabilidades, ou seja, há
direitos e deveres.
Em Portugal apenas é exigida formação para os condutores, (como sendo pessoas responsáveis
por estar aos comandos de uma viatura com motor), no momento da habilitação legal, para obter
o título de condução, seja a licença de condução ou a carta de condução.
Todo o restante utente da estrada, seja peão ou passageiro, não está obrigado, legalmente, a
nenhuma formação específica para a utilizar.
Como podemos então esperar que, a quem não foi ensinado como se deve comportar na
estrada, o faça adequadamente?
Como podem os condutores esperar um comportamento responsável por parte dos peões que
com eles partilham a estrada?
Como podem os condutores esperar que os passageiros saibam dos seus direitos e dos seus
deveres, enquanto ocupantes das viaturas em que são transportados?
Todos, uns mais outros menos, temos a consciência de que se houvesse educação rodoviária
na escola, desde o ensino básico até à conclusão do ensino secundário, numa base obrigatória,
em que, além da consciência cívica da partilha da via com os restantes utentes, fossem também
ensinadas as regras fundamentais da circulação rodoviária, teríamos desde cedo uma chamada
de atenção para a realidade do drama da Sinistralidade Rodoviária.
Quando estes jovens estivessem em idade de se poderem habilitar como condutores, bem
poderíamos esperar melhores resultados e maior consciência rodoviária.
Enquanto essa realidade se mantiver distante, terá de competir aos que se habilitarem como
condutores, de fazer passar a mensagem através do exemplo, demonstrando dia após dia a
melhor maneira de nos comportarmos respeitosamente na estrada, passando as informações
necessárias aos passageiros que transportam, e quando desempenharem o seu papel de peão,
compreenderem os demais condutores.

A segurança rodoviária começa em nós!
Tenham uma boa viagem!