quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Crónica de Segurança Rodoviária - 5

Olá a todos!

No outono, os dias começam a ficar mais curtos e as noites são mais longas. A necessidade de iluminação da estrada pelas viaturas é mais duradoira e, quando anoitece, muitos automobilistas são confrontados com as lâmpadas que se fundiram e que precisam de ser substituídas, mas naquele momento, não há sobressalentes.

Quando a situação se refere a uma das lâmpadas da luz de presença ou de travagem, a continuidade da viagem não fica comprometida, mas quando se trata de uma das lâmpadas das luzes de cruzamento (vulgarmente chamadas “médios”) a situação muda de figura. 

A avaria nas luzes está prevista no artigo 62.º do Código da Estrada e impõe a proibição da circulação de veículos na via pública, nos casos previstos na lei, permitindo porém que se possa continuar a circular desde que disponham de condições mínimas, tais como: 

• Dois médios, ou um médio do lado esquerdo e dois mínimos para a frente, um indicador de presença no lado esquerdo e uma das luzes de travagem, quando obrigatória, à retaguarda; ou

• Luzes avisadoras de perigo, caso em que apenas podem transitar pelo tempo estritamente necessário até um local de paragem ou estacionamento.

Quando a avaria nas luzes, ocorra em autoestrada ou via reservada a automóveis e motociclos, impõe-se a imediata imobilização do veículo fora da faixa de rodagem, salvo se a viatura dispuser de dois médios, ou um médio do lado esquerdo e dois mínimos para a frente, um indicador de presença à rectaguarda no lado esquerdo, e uma das luzes de travagem. Neste caso, a circulação é permitida até à área de serviço ou saída mais próxima.

Quem infringir o disposto acima é sancionado com coima de €60,00 a €300,00 devendo o documento de identificação do veículo ser apreendido nos termos e para os efeitos previstos na alínea f), do n.º 1 e no n.º 6, do artigo 161.º, do CE.

Quando viajo durante a noite, na estrada, ainda encontro muitos automobilistas com as luzes fundidas, do sistema de iluminação das suas viaturas, à frente ou à rectaguarda, e sou levado a crer que muitos deles nem se dão por isso, e por essa mesma razão não se apercebem que não são vistos pelos outros, nem iluminam a estrada convenientemente.

Mais do que o cumprimento da lei está a insegurança que esses condutores provocam, ao circular nessas condições. A melhor forma de cada um de nós se prevenir é de, sempre que pudermos, devemos dar uma volta ao veículo, depois de ligarmos as luzes, e assim verificar o seu estado, ou então pedirmos a um amigo para que verifique se as luzes acendem quando accionamos os comandos do veículo.

O dispositivo de iluminação diurna (ou DRL, sigla em inglês para Daytime Running Light) é um dispositivo de iluminação automotiva posicionado na parte dianteira dos automóveis. Estes dispositivos são instalados aos pares e ligados com o accionamento do veículo. É um dispositivo de segurança que aumenta a visibilidade durante o dia. Todos os automóveis novos, matriculados e postos em circulação desde 2011, devem ter luzes instaladas estas luzes diurnas.

Este dispositivo não substitui as luzes de cruzamento.

A segurança rodoviária começa em nós!

Tenham uma boa viagem!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Crónica de Segurança Rodoviária - 4

Olá a todos!
Quando estamos no exercício da tarefa da condução, muitas vezes passamos por momentos desagradáveis quando, perante uma operação STOP, somos confrontados com a falta deste ou daquele documento ou ainda com a caducidade de uma carta de condução, de uma inspecção do veículo ou ainda de um seguro expirado.
Há então que preparar atempadamente tudo, para que, relativamente à viatura e ao condutor, nada possa falhar.
Sabemos que as revisões de manutenção da viatura devem ser programadas para que a mesma possa estar disponível, em boas condições, de maneira a que as viagens, decorram sem sobressaltos, mas mesmo assim, é sempre bom lembrar que devem ser verificados, entre outros:
- O estado e a pressão dos pneus; a existência do sinal de pré-sinalização de perigo; a existência e o estado de conservação do colete reflector; o kit sobresselente de lâmpadas; o nível do líquido de refrigeração do motor; o nível do líquido do limpa pára-brisas; o nível do óleo do motor; o nível do electrólito da bateria ou se a luz indicadora de carga da bateria está com a cor verde acesa; o estado de funcionamento das escovas do limpa pára-brisas.
Quanto à documentação da viatura, não esquecer de verificar onde se encontra:
- O certificado de matrícula ou o livrete e título de registo de propriedade, o certificado do seguro (carta verde), a ficha de inspecção periódica (se for o caso). Não esquecer de verificar as respectivas datas de validade.
No que diz respeito à documentação necessária ao condutor:
-A carta de condução, o documento de identificação (o bilhete de identidade ou o cartão de cidadão) e o número de identificação fiscal de contribuinte, verificando também, com atenção, a data de validade.
Para que não tenhamos dissabores desnecessários e incómodos, convém estarmos atentos a estes pormenores, que também contribuem para uma melhor segurança rodoviária.

A segurança rodoviária começa em nós!
Tenham uma boa viagem!

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Crónica de Segurança Rodoviária - 3

Olá a todos!
Cada um de nós, durante o tempo em que utiliza a estrada, passa muitas vezes pelas diferentes
funções de utente da mesma, ao longo do dia.
Ora somos condutores, quando saímos de casa de manhã para nos deslocarmos até ao
emprego e utilizamos a nossa viatura particular, ora somos passageiros se utilizamos os
transportes colectivos, ou então somos peões, a partir do momento em que deixamos a viatura
estacionada no parqueamento ou saímos do autocarro na paragem e nos dirigimos a pé até ao
local de trabalho.
Em todas essas funções (condutor, passageiro ou peão) há responsabilidades, ou seja, há
direitos e deveres.
Em Portugal apenas é exigida formação para os condutores, (como sendo pessoas responsáveis
por estar aos comandos de uma viatura com motor), no momento da habilitação legal, para obter
o título de condução, seja a licença de condução ou a carta de condução.
Todo o restante utente da estrada, seja peão ou passageiro, não está obrigado, legalmente, a
nenhuma formação específica para a utilizar.
Como podemos então esperar que, a quem não foi ensinado como se deve comportar na
estrada, o faça adequadamente?
Como podem os condutores esperar um comportamento responsável por parte dos peões que
com eles partilham a estrada?
Como podem os condutores esperar que os passageiros saibam dos seus direitos e dos seus
deveres, enquanto ocupantes das viaturas em que são transportados?
Todos, uns mais outros menos, temos a consciência de que se houvesse educação rodoviária
na escola, desde o ensino básico até à conclusão do ensino secundário, numa base obrigatória,
em que, além da consciência cívica da partilha da via com os restantes utentes, fossem também
ensinadas as regras fundamentais da circulação rodoviária, teríamos desde cedo uma chamada
de atenção para a realidade do drama da Sinistralidade Rodoviária.
Quando estes jovens estivessem em idade de se poderem habilitar como condutores, bem
poderíamos esperar melhores resultados e maior consciência rodoviária.
Enquanto essa realidade se mantiver distante, terá de competir aos que se habilitarem como
condutores, de fazer passar a mensagem através do exemplo, demonstrando dia após dia a
melhor maneira de nos comportarmos respeitosamente na estrada, passando as informações
necessárias aos passageiros que transportam, e quando desempenharem o seu papel de peão,
compreenderem os demais condutores.

A segurança rodoviária começa em nós!
Tenham uma boa viagem!

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Crónica de Segurança Rodoviária - 2

Olá a todos!
Quantos de nós, quando nos apercebermos de alguma asneira cometida por outro condutor, queremos ser os primeiros a chamar a atenção para o que esse condutor acaba de fazer?
Assalta-nos logo uma vontade de mandar parar o infractor e dar-lhe, ali mesmo,uma lição de boas práticas de condução.
Então não vê o que está a fazer? - Apetece-nos dizer.
Buzinamos, gesticulamos, às vezes até sai um palavrão.
Umas vezes há resposta, outras não.
Na maioria das vezes, cada um segue viagem e tudo volta à normalidade.
Mais à frente, por um momento, reflectimos no que fizemos e, dependendo da situação com que nos deparamos há pouco, ficamos a pensar nas consequências do que podia ter acontecido, ou pura e simplesmente já nos esquecemos.
Este tipo de reação acontece com frequência nos povos de origem latina, que têm temperamentos de fácil efervescência, mas que com a rapidez que surgem, também desaparecem rapidamente. Mas nem sempre a situação acaba bem. Há situações em que, após uma primeira abordagem, os condutores envolvem-se em acesa discussão, que pode acabar em actos de violência e agressão mais do que verbal, física.
Há relatos de situações, que felizmente são raros, em que as pessoas envolvidas em situações complicadas de trânsito se ferem e até casos, ainda que raríssimos, que culminam em homicídio. Ora, não faz sentido que uma vez que se sobrevive a uma situação de incidente ou acidente rodoviário, se vá entrar em violência e discussões que possam provocar danos físicos, quando a situação em si não os causou.
Há que encarar estas situações de conflito com ponderação e educação cívica, pensando sempre numa máxima:
• Se não tens educação, não vai ser o trânsito que te vai educar!
Posso afirmar com convicção que, se cultivássemos a educação cívica desde cedo, essa medida resolveria muitos problemas da nossa sociedade, inclusive os da sinistralidade rodoviária, portanto, sejamos tolerantes uns com os outros, assumindo as nossas falhas, os nossos erros.
A segurança rodoviária começa em nós!
Façam boas viagens!

domingo, 28 de agosto de 2016

Crónica de Segurança Rodoviária - 1

Olá a todos!

A condução de veículos é, hoje em dia, uma actividade banal. No entanto, a tarefa da condução é em si envolvida num conjunto de competências que se adquirem durante o período de aprendizagem e que se vão desenvolvendo com o decorrer dos anos e da experiência associada.
Ter a carta há muitos anos, pode não significar muita experiência, no entanto esta ainda é a forma usual de se medir experiência na condução.
Se fizermos um simples exercício, contabilizando as horas que cada condutor passa ao volante do seu veículo, facilmente chegaremos à conclusão que aqueles que fazem da sua profissão a condução de viaturas, mesmo tendo obtido recentemente a sua carta de condução, rapidamente ganharão experiência, face aos que possuam a sua carta de condução há mais tempo, se estes conduzirem esporadicamente.
Acontece que, tenhamos muita ou pouca experiência, o sistema de circulação rodoviária está disponível para todas as pessoas que o pretendem utilizar, sejam condutores, passageiros ou peões e, a complexidade da circulação rodoviária implica que tenhamos sempre a consciência da preservação da segurança.
Mas se se trata de segurança, que é o que todos procuramos ter de uma maneira ou de outra na nossa vida, seja segurança no emprego, no trabalho, na condução, entre outras, porque é que os acidentes acontecem?
Ora, entre muitas explicações que têm sido utilizadas são a de que os “outros” são os grandes culpados, porque não respeitam as regras de trânsito, não respeitam a sinalização, circulam com excesso de velocidade, não tomam a devida atenção aos peões, os peões não são cuidadosos.
Enfim, desculpas!
O que temos que fazer, desde já, é deixarmos de culpar os “outros” e tomarmos cuidado nós mesmos da nossa segurança, porque se começar cada um a tomar conta de si, com comportamentos  simples, como colocando o cinto de segurança devidamente, fazer com que os restantes passageiros  coloquem também os respectivos cintos de segurança, e não iniciar a marcha enquanto estes não o  fizerem, estamos nós a contribuir para que haja mais segurança connosco e com os outros.

A segurança rodoviária começa em nós!

Tenham uma boa viagem!

domingo, 24 de julho de 2011

CEGUEIRA

Dizem que havia um cego sentado na calçada em Paris, com um boné a
seus pés um pedaço de madeira que, escrito com giz branco, dizia:


"Por favor,ajude-me, sou cego".


Um publicitário, da área de criatividade, que passava em frente a ele,
parou e viu poucas de moedas no boné. Sem pedir licença, pegou no
cartaz, virou-o, pegou no giz e escreveu outro anúncio.

Voltou a colocar o pedaço de madeira aos pés do cego e foi-se embora.

Pela tarde, o publicitário voltou a passar em frente ao cego que pedia
esmola.

Agora, o seu boné estava cheio de notas e moedas.

O cego reconheceu as pisadas e perguntou-lhe se havia sido ele quem
reescreveu seu cartaz, sobretudo querendo saber o que havia escrito ali.

O publicitário respondeu: "Nada que não esteja de acordo com o seu
anúncio, mas com outras palavras". Sorriu e continuou seu caminho.

O cego nunca soube, mas o seu novo cartaz dizia:

"Hoje é Primavera em Paris, e eu não posso vê-la".

Mudar a estratégia quando nada nos acontece... pode trazer novas
perspectivas.

Precisamos sempre de escolher a forma certa de comunicarmos com as pessoas.

Não adianta simplesmente falarmos; antes, precisamos conhecer a melhor
mensagem para tocarmos, sensibilizarmos e convencermos as pessoas.

Nunca se esqueçam que...

"A VIDA É UMA PEÇA DE TEATRO QUE NÃO PERMITE ENSAIOS.
POR ISSO, CANTEM, CHOREM, DANCEM, RIAM E VIVAM INTENSAMENTE
ANTES QUE A CORTINA SE FECHE E A PEÇA TERMINE SEM APLAUSOS."
(Charlie Chaplin)


José Bernardino